terça-feira, 23 de outubro de 2012

Operação Invasão



Título original: Serbuan Maut
Diretor e roteirista: Gareth Evans
Ano de lançamento: 2011


É, parece que os filmes de ação andam em alta por aqui. Mas acho que esse será o último por um tempo, provavelmente o próximo comentado será algum de terror. Já estou com um pouco de saudade do gênero...

Operação Invasão leva o gênero da pancadaria a sério, e faria Busca Implacável parecer um filme para crianças. Na verdade, o gênero que mais encaixa aqui seria "filme de kung fu", pois é mais um daqueles filmes com uma história parca que serve apenas pra justificar a pancadaria desenfreada. Mas nem por isso se trata de um filme ruim.

Aqui o filme não conta história: já começa com uma tropa de 20 policiais se preparando para invadir e desbaratar uma gangue de traficantes que mora em um edifício. Mas é claro, as coisas não saem como o planejado, pois o chefe da quadrilha já estava ciente da invasão e tinha tudo preparado. Os vinte policiais, então, acabam se vendo presos em uma armadilha com uma penca de bandidos fortemente armados, e é aí que o caos começa.

O roteiro não é nada profundo, mas existe. As atuações, meio sofríveis, não sei se por se tratar de um filme indonésio, talvez seja preconceito, sei lá... mas de uma coisa não se pode reclamar: os caras sabem brigar. As lutas parecem extremamente realistas e a técnica de câmera é perfeita, captando cada detalhe, mesmo em ambientes pequenos como os corredores do edifício. Nem mesmo quando os personagens usam facas a câmera esconde as perfurações e o sangue, tudo é muito nítido e cru. Pra alguns talvez o filme seja um pouco cansativo, dada a quantidade de porradaria, mas eu não achei, devido a qualidade das coreografias e algumas cenas interessantes e tensas aqui e ali.

Esse filme me lembrou um pouco Resident Evil 4, quando os caras vêm com machadinhas, facões e outras ferramentas do campo pra te matar, em Operação Invasão é igualzinho: os caras vêm feito loucos pra matar os policiais (pois há uma boa recompensa pra isso) e algumas vezes eu me senti também assistindo The Walking Dead. É no mínimo engraçada a persistência de alguns deles, principalmente de um dos capangas do chefe, o Mad Dog (nome clichê nada...) em uma das cenas finais de luta.

Eu não recomendaria esse filme pra quem não gosta de ver porrada, afinal a proposta dele é essa: oferecer um UFC ou MMA de 90 minutos de alta qualidade (é até injusto comparar, pois essas lutas profissionais são umas bostas pra mim). Mas pra quem gosta, é um prato cheio. Pra mim, já está entre os favoritos.

E quem for ver assista com a linguagem original, pois a dublagem em inglês é uma merda.

Nota: 4/5 (Muito bom)

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Busca Implacável 2



Título original: Taken 2
Ano de lançamento: 2012
Diretor: Olivier Megaton
Roteiro: Luc Besson, Robert Mark Kamen


Alguém pode pensar que eu estou fissurado nessa série, mas não. Apenas o acaso concorreu para que os meus pais me convidassem para ir ao cinema, e o filme que eles queriam ver é justamente a sequência do filme sobre o qual escrevi anteriormente, e, tendo eu gostado bastante do primeiro título da série, aceitei o convite.

Em Busca Implacável 2, o pai de um dos bandidos mortos por Bryan Mills no primeiro filme resolve jurar vingança contra o ex-agente do FBI, CIA ou qualquer coisa que seja (não lembro disso ser mencionado em algum momento) secreta. Para isso, ele reúne uma gangue dos membros restantes da quadrilha de traficantes de mulheres e manda capturá-lo durante uma viagem que ele faz com a família - a filha e a ex-mulher agora divorciada, pronta é claro para um flashback de amor com Bryan - para Istambul. Claro que as coisas não saem tanto como planejado pelos bandidos, e mais sangue e cápsulas de munição são derramadas e mentiras são contadas até que Bryan consiga escapar e dar o troco nos vilões.

Não sei porque, mas nutri uma grande simpatia pela família de Bryan. Talvez seja coisa só minha, mas acho cada cena com eles juntos - principalmente pai e filha - tão bonitinha... mas é preciso ter visto o primeiro filme pra pegar essa simpatia, pois no segundo a relação entre eles não é tão explorada até começar o quebra-pau. O ritmo de ação continua frenético, cheio de perseguições e escapadas improváveis, desta vez abusando bem mais do exagero e das mentiras convenientes, que em certos pontos chega a ficar absurda de tão inverossímil, como a parte em que eles pegam um carro e saem varando pela embaixada dos EUA, passando por cima da guarita de entrada com uma dezena de soldados fortemente armados, depois de terem causado um senhor estrago pela cidade numa perseguição com a POLÍCIA e depois de ter dado um tiro num policial e basta uma ligação para que Bryan saia de lá andando livremente pela cidade como se nada tivesse acontecido.

Outras partes simplesmente não fazem sentido. Como quando ele é cercado por vários bandidos apontando armas pra ele e eles ainda deixam ele fazer uma ligação para a filha dizendo o que ela deve fazer, ou quando ele mata só com um empurrão de mão... em algumas lutas falta criatividade, parece que o diretor não soube como terminar a briga e deu um final completamente tosco pra ela. Isso se aplica também ao final do filme, o confronto com o chefe da quadrilha, muito pouco inspirado e sem graça.

Talvez tenha sido a mudança de diretor, não sei, mas ficou parecendo que Busca Implacável 2 é mais uma daquelas sequências pra ganhar dinheiro, com pouca preocupação na qualidade do entretenimento. Não achei um filme ruim, mas está muito longe de seu antecessor. Faltou um roteiro mais elaborado, não há aquela caça mais inteligente como no primeiro filme, aquele negócio legal de procurar pistas e rastros deixados pelos criminosos. Os bandidos desse filme parecem amadores demais e Bryan parece ter um mega faro pra caras maus, de tão fácil que ele os acha, o que revela uma preguiça de escrever um roteiro mais decente. Não vale a pena ir ao cinema. Esperem até passar na Sessão da Tarde, e tirem suas próprias conclusões.

Nota: 3/5 (Razoável)

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Lorena


Fazia tempo que Michel não conseguia se conformar com a traição de Lorena.

Tudo bem que a sua relação com ela não era perfeita, mas Michel não conseguia ver como ele havia dado brecha para que Lorena pudesse tê-lo traído. Não brecha no sentido de não estar sempre no encalço dela, vigiando-lhe cada passo, mas no sentido de faltar no cumprimento de algum dever de namorado, como dar carinho, ser romântico, ser atencioso ou bom de cama. Vez ou outra haviam discussões e desentendimentos,  mas nada que Michel acreditasse poder levar à situação em que se encontrava.

A descoberta viera dos amigos. Um colega de um amigo de Michel havia ficado com Lorena, e este havia espalhado que não era o único. Michel não acreditou, mas os amigos armaram pra ela, e conseguiram uma foto. Sem ela saber. Michel ficou atônito. Lorena, que sempre fora tão romântica, tão carinhosa! Como ela podia ter feito isso com ele? Algo estava errado no seu relacionamento. Muito errado.

Depois de algumas semanas refletindo e procurando falhas em si mesmo, Michel concluiu que a falha não deveria estar em si mesmo. Deveria estar nela. Era um bom namorado, afinal, disso tinha certeza. Passou para a próxima etapa do desequilíbrio psicológico: começou a ter ódio de Lorena. Fingir que tudo estava normal cada dia ficava mais difícil, e isso o estava deixando quase louco. "Que putinha barata! Me mete um chifre e age com a maior cara de pau como se nada tivesse acontecido!", pensava, mas ainda não sabia como reagir. Estava decidido, porém a pôr um fim àquela relação. Lorena sabia se fazer de vítima, sabia manipular, mas não cairia na armadilha dela. Tomou sua decisão. Iria expor os fatos e dizer que não a queria ver de novo, nunca mais.

Lorena bateu à porta de Michel e este a deixou entrar.

- Oi, meu amor! Como estava com saudades de você!
- É... eu também estava. Entra.
- Você está com uma voz triste! O que houve?
- Nada não, meu amor. Vamos lá pro quarto.

Entrando no quarto, Lorena pulou em cima de Michel e este a abraçou, enquanto ela o enchia de beijos.

- Meu amor, tenho uma surpresa pra você.

Mesmo depois do que ela havia feito a ele, Michel ainda não encontrava o momento ou as palavras certas de dizer a ela o que sentia.

- O que é?
- Vire de costa que eu já te mostro.

Quando Michel virou, Lorena estava com uma lingerie super sexy, meio transparente.

- E aí, meu amor? Gostou?
- É claro, meu amor, você está linda. Fica bonita de qualquer jeito.
- Ai, que bom que gostou. Eu sabia que iria adorar. Vamos estrear ela agora?

Com seu olhar provocante e seu rebolar insinuante, Lorena conseguiu fazer Michel perder a noção das palavras fatídicas que tinha decorado para aquele momento. Seu ódio foi se transformando em tesão, à medida que Lorena o abraçava, beijando-o e colocando os seus braços em torno de sua cintura. A boca de Lorena tão macia, seus beijos tão suaves e ao mesmo tempo quentes, como o delicioso aroma de uma comida suculenta, Michel logo se viu na cama com Lorena, passando a mão por seu corpo macio de adolescente, vendo como Lorena era gostosa, com seus peitinhos de biquinho rosado e sua bucetinha apertada, que parecia tão frágil mas que se lubrificava e expandia tão facilmente à sua penetração. Lorena era apenas prazer naquele momento, e Michel já não se importava com quantos homens ela havia deitado enquanto estava namorando com ele, apenas que era ele quem a comia toda semana, e como era bom comê-la.

Depois do sexo, o namoro transcorreu normalmente, como era de rotina: eles conversaram, riram, deitaram abraçados, assistiram TV... quando Lorena foi embora, Michel ficou pensando no que havia ocorrido. Como pudera tão friamente ignorar a traição de Lorena, como pudera permanecer tão indiferente a isso depois do sexo? Michel concluíra que já não amava mais Lorena. Não havia outra explicação. Já não sentia ódio, e imaginou que qualquer outra pessoa que realmente estivesse apaixonado não seria capaz de fazer o que fez, sentiria nojo dela. Mas Michel conseguiu vê-la como a garota que, quando cego pera ira, achou que ela era: uma putinha fácil, gostosinha, que só serve pra pegar e comer. Decidiu que não iria terminar com Lorena, pois o pior castigo que poderia oferecer a ela seria isso, ser um daqueles caras que apenas se finge de gentil só pra transar com a garota. Ela notaria alguma diferença em seu comportamento? Ela se importaria quando descobrisse a verdade? Michel já estava indiferente a isso. Não se importava com o que Lorena iria sentir. Só se importava com aquele seu corpo lindo, sensual, cheiroso que estava a seu dispor qualquer dia que fosse, qualquer hora que ele a chamasse. Era algo bom demais para se jogar fora, e fácil demais de se manter por perto. "Uma puta barata", pensou Michel. Uma puta barata que merecia ser tratada como uma.

*Observação: os nomes e a história relatada neste post são completamente fictícios.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

As Crônicas de Gelo e Fogo: A Guerra dos Tronos


As Crônicas de Gelo e Fogo é uma série de livros que tem feito muito sucesso ultimamente, eu pelo menos tenho ouvido muito falar dela desde o ano passado pra cá, e a curiosidade vinha sendo atiçada cada vez que comentavam algo a respeito pelas redes, principalmente por se tratar de um gênero que me agrada: o da fantasia medievalesca (nem sei se existe essa palavra, mas achei bonita).

O sucesso parece ser devido ao lançamento de uma série de mesmo nome produzida para a HBO que estreou em 2011. A série televisiva, porém, conta apenas a história do primeiro volume da saga, que conta com 5 volume escritos e mais dois planejados. O primeiro volume em livro já é um pouco velhinho, foi lançado em 1996, mas não havia muito conhecimento sobre ele. Por sorte, os produtores David Benioff e D. B. Weiss souberam reconhecer uma grande obra, e conquistaram a atenção do mundo com a adaptação de TV, porém não é dela que vou falar (pois ainda não vi), mas sim do volume um da saga em livro, entitulado A Guerra Dos Tronos.

Antes de fazer uma sinopse, vou explicar um pouco o universo de As Crônicas de Gelo e Fogo. O mundo vive um período que se assemelha ao feudalismo, onde há vassalos e suseranos, e a história principal se passa nos sete reinos do continente Westeros. Esses sete reinos são governados por um único rei, e os territórios divididos entre vários lordes, cada um identificado por um símbolo e pelo nome de sua "casa" que é o sobrenome da família do lorde. Cada lorde possui seu próprio exército, cavaleiros, etc. O personagem principal do primeiro volume é o Lorde Eddard Stark, apelidado de "Ned" na trama, dono do território de Winterfell, uma terra desolada e coberta de gelo. Tudo começa quando Eddard recebe a visita de seu velho amigo, o Rei Robert Baratheon, e é requisitado (leia-se: convocado) para ser a Mão do Rei, ou seja, alguém que toma conta dos assuntos importantes do Rei enquanto este cai na farra de bebidas, mulheres e caça, após a morte suspeita da Mão do Rei anterior, posteriormente investigada por Eddard, que revela uma rede de intrigas cercando o Rei e ameaçando o seu trono. Além desta trama, há a história de Daenerys Targaryen, princesa de uma família quase extinta, que é vendida pelo seu irmão a um líder guerreiro conquistador em troca de um exército, e a ameaça de monstros que se assemelham a mortos-vivos conhecidos como Os Outros, que ninguém sabe de onde vêm e qual o seu propósito.

Lorde Eddard Stark, como aparece na TV.
A principal característica que diferencia a série é o seu caráter adulto e realista: nenhum personagem é santo ou demônio, todos possuem vícios e fraquezas, e a história é contada de tal forma que compreendemos o ponto de vista de todos os principais personagens envolvidos. Cada capítulo é a ótica de um dos personagens, inclusive um dos "vilões", que por sinal é um dos mais carismáticos de todos. Além disso, a atividade cotidiana menos "delicada" dos personagens é escancarada: eles vão ao banheiro, transam com prostitutas, são infiéis, falam palavrões, cometem o que chamamos de pedofilia e incesto com a maior naturalidade, etc. Nas batalhas, nenhum detalhe da violência é poupado, toda a "crueza" da coisa é mostrada como ela é de fato: um banho de sangue e vísceras derramadas pelo chão.

Quem lê As Crônicas de Gelo e Fogo logo compara com outra obra do mesmo gênero mas completamente diferente: O Senhor dos Anéis. A diferença está principalmente na forma adulta como a fantasia é tratada, ao contrário do romantismo de Tolkien. Em As Crônicas de Gelo e Fogo não há elfos, duendes, orcs ou anões (pelo menos no primeiro livro, não sei se depois eles aparecem), apenas humanos, e a magia é algo completamente obscuro, coisa que pouquíssimas pessoas sabem fazer, e tem mais a ver com trabalhos de macumba do que com Harry Potter. Sobre qual obra é melhor, não saberia dizer pois só li uma pequena parte de O Senhor dos Anéis, mas garanto que As Crônicas de Gelo e Fogo é muito mais atraente à primeira vista do que a narrativa lenta e exageradamente descritiva de O Senhor dos Anéis, pois cada capítulo termina com um suspense, e a perspectiva de múltiplos personagens em cada capítulo faz com que a leitura não fique cansativa ou muito parada. Os capítulos são curtos e rápidos de ler, e cada vez que terminava um eu ficava com aquele gostinho de quero mais.

Tyrion Lannister, o "duende", adorável personagem.
As Crônicas de Gelo e Fogo é uma obra que recomendo fortemente a quem gosta do gênero da fantasia, porém, estejam avisados que os livros são grandes, e a série é comprida o suficiente pra manter o leitor casual ocupado por alguns meses. Além disso, os mistérios não são revelados de forma definitiva no primeiro livro, que termina de maneira meio que abrupta, como um capítulo de uma novela que te deixa ansiosamente esperando a continuação. Mesmo quem não tem paciência de ler pode acompanhar a série de TV que dizem que é fidelíssima ao livro e sobre a qual eu comentarei assim que terminar de assistir pelo menos a primeira temporada, que conta a história até o final de A Guerra Dos Tronos. Pelo livro ou pela TV, A Guerra Dos Tronos é uma boa história em que vale a pena mergulhar.

Título: A Guerra Dos Tronos
Autor: George R. R. Martin
Ano de lançamento: 1996

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Busca Implacável

Nome original: Taken
Ano de lançamento: 2008
Diretor: Pierre Morel
Roteiro: Luc Besson, Robert Mark Kamen

Estava vendo os últimos lançamentos de filme, e vi que será lançada este ano, isso se já não foi, uma sequência desse filme. Procurei saber do que se tratava.
Descobri que é a sequência de um filme que passava de vez em quando na TV, e que sempre me chamava a atenção, mas eu nunca assistia porque nunca fui bom de programar horários pra ver coisas na TV. Aliás, já faz muito tempo que perdi totalmente o costume de ver TV, então o filme sempre passava batido. Mas, promissora que parecia a sequência, resolvi assistir a sua predecessora. E gostei.
O filme mostra um pai separado (interpretado pelo Liam Neeson), muito apegado à filha mas distante por ela morar com a mãe e um padrasto rico que aparenta ser o "pai" perfeito. Logo simpatizamos com o drama do pai biológico - Bryan Mills - que faz de tudo para chamar a atenção da filha mas é ofuscado pelo pai rico e destratado pela ex-esposa. A filha, então, viaja para o exterior com uma amiga e é raptada por uma quadrilha de sequestradores que vende estrangeiras como prostitutas. Bryan, porém, é ex-agente secreto do governo americano, e vai em busca dos captores da filha, metendo bala em todo mundo que fica no seu caminho.
Dado o resumo da história, vamos às impressões. A parte dramática do filme é boa, Liam convence em seu papel, realmente dá pena ver a desolação do pai frente ao desprezo da ex-mulher e ao luxo proporcionado pelo padrasto para a filha que ele não pode nem chegar perto de dar. É o tipo de personagem principal que a gente torce para se dar bem. Quando ele vai atrás dos bandidos e a ação começa, é tiro e porrada pra todo lado, com as mentiras típicas do gênero de ação, mas sem grandes exageros. Bryan é muito astuto e consegue se infiltrar no meio das quadrilhas procurando pista por pista, cada uma levando-o um pouco adiante. O filme é frenético, não cansa e não fica chato em nenhum momento. Não vou continuar contando pra não estragar a história, só digo que o filme é muito bom. Com certeza vou ver a sequência... ou no cinema, ou em casa depois que sair na internet. Mais provavelmente a segunda opção.

Nota: 5/5 (Excelente)

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Here we go again...


Então.
Não é a primeira vez que faço um blog, e provavelmente não será a última.
Todas as vezes que faço um, a motivação vem de uma profunda necessidade de escrever e desafogar a mente dos vícios costumeiros, que são: MSN, jogos, ver os mesmos vídeos no Youtube que só são engraçados para nerds estranhos como eu, entre outras coisinhas mais. Às vezes cansa, às vezes uma voz grita no meu ouvido me chamando de medíocre e me manda fazer alguma coisa que preste. Sinceramente, ainda não sei se sou capaz de fazer alguma coisa que preste. Nunca fui especialista em nada, não sou o tipo de cara com quem você conversa e depois pensa "nossa, como eu aprendi com ele!". Até porque o que eu sei eu costumo guardar pra mim mesmo, porque não acho que outra pessoa vá se interessar, ou, pior ainda, talvez ainda fique ofendida com o que eu disser, caso minhas idéias contrariem as dela. Enfim, sempre me senti mediano em tudo, mas se algo mudou da minha adolescência pseudo-depressiva é que hoje eu sei que temos sempre que tentar nos tornar pessoas melhores que as que fomos ontem. Eu reconheço essa capacidade em mim, sei que posso ser melhor, e a minha evolução tanto moral quanto intelectual tem partido de pequenos esforços. Escrever é uma das formas de exercitar o cérebro, então é isso que tento fazer toda vez que crio um blog como esse.
E porque eu abandono um? Normalmente por desacreditar na minha capacidade de escrita quando comparada com outras pessoas. Eu nunca soube ser poético ou criativo nas palavras. Nunca consegui fingir ser escritor e ter domínio na arte literária. Meu português é razoável mas não é tão bom assim, e minha memória é terrível quando se trata de lembrar palavras que cairiam bem no texto, coisa que eu odeio. Além disso, não costumo ter organização para decidir o que postar, inspiração até tenho, mas ela vem nos horários mais impróprios, e é fácil eu esquecer depois e não ter assunto pra comentar. Para completar, minha vida não costuma ser uma montanha-russa de aventuras, é uma coisa monótona de ser sempre o mesmo, raramente ocorre algo de extraordinário que valha a pena mencionar.
Apesar dos pesares, vou fazer um esforço para manter a durabilidade desse blog, pois agora tenho um pouco mais de recursos para organizar as idéias e saber o que postar. O conteúdo vai ser dividido por marcadores, como vocês podem ver aí ao lado. Como disse, não sou especialista em nada, então não esperem profundas análises técnicas ou filosóficas dos temas tratados, apenas uma pequena impressão pessoal minha sobre cada tema, para quem sabe contribuir culturalmente com alguma coisa para com meus leitores e fazê-los conhecer um pouco mais de mim mesmo. Desejo então boa leitura a todos que me visitarem por aqui, e comentem se assim desejarem. Abraços.