Título original: Taken 2
Ano de lançamento: 2012
Diretor: Olivier Megaton
Roteiro: Luc Besson, Robert Mark Kamen
Alguém pode pensar que eu estou fissurado nessa série, mas não. Apenas o acaso concorreu para que os meus pais me convidassem para ir ao cinema, e o filme que eles queriam ver é justamente a sequência do filme sobre o qual escrevi anteriormente, e, tendo eu gostado bastante do primeiro título da série, aceitei o convite.
Em Busca Implacável 2, o pai de um dos bandidos mortos por Bryan Mills no primeiro filme resolve jurar vingança contra o ex-agente do FBI, CIA ou qualquer coisa que seja (não lembro disso ser mencionado em algum momento) secreta. Para isso, ele reúne uma gangue dos membros restantes da quadrilha de traficantes de mulheres e manda capturá-lo durante uma viagem que ele faz com a família - a filha e a ex-mulher agora divorciada, pronta é claro para um flashback de amor com Bryan - para Istambul. Claro que as coisas não saem tanto como planejado pelos bandidos, e mais sangue e cápsulas de munição são derramadas e mentiras são contadas até que Bryan consiga escapar e dar o troco nos vilões.
Não sei porque, mas nutri uma grande simpatia pela família de Bryan. Talvez seja coisa só minha, mas acho cada cena com eles juntos - principalmente pai e filha - tão bonitinha... mas é preciso ter visto o primeiro filme pra pegar essa simpatia, pois no segundo a relação entre eles não é tão explorada até começar o quebra-pau. O ritmo de ação continua frenético, cheio de perseguições e escapadas improváveis, desta vez abusando bem mais do exagero e das mentiras convenientes, que em certos pontos chega a ficar absurda de tão inverossímil, como a parte em que eles pegam um carro e saem varando pela embaixada dos EUA, passando por cima da guarita de entrada com uma dezena de soldados fortemente armados, depois de terem causado um senhor estrago pela cidade numa perseguição com a POLÍCIA e depois de ter dado um tiro num policial e basta uma ligação para que Bryan saia de lá andando livremente pela cidade como se nada tivesse acontecido.
Outras partes simplesmente não fazem sentido. Como quando ele é cercado por vários bandidos apontando armas pra ele e eles ainda deixam ele fazer uma ligação para a filha dizendo o que ela deve fazer, ou quando ele mata só com um empurrão de mão... em algumas lutas falta criatividade, parece que o diretor não soube como terminar a briga e deu um final completamente tosco pra ela. Isso se aplica também ao final do filme, o confronto com o chefe da quadrilha, muito pouco inspirado e sem graça.
Talvez tenha sido a mudança de diretor, não sei, mas ficou parecendo que Busca Implacável 2 é mais uma daquelas sequências pra ganhar dinheiro, com pouca preocupação na qualidade do entretenimento. Não achei um filme ruim, mas está muito longe de seu antecessor. Faltou um roteiro mais elaborado, não há aquela caça mais inteligente como no primeiro filme, aquele negócio legal de procurar pistas e rastros deixados pelos criminosos. Os bandidos desse filme parecem amadores demais e Bryan parece ter um mega faro pra caras maus, de tão fácil que ele os acha, o que revela uma preguiça de escrever um roteiro mais decente. Não vale a pena ir ao cinema. Esperem até passar na Sessão da Tarde, e tirem suas próprias conclusões.
Nota: 3/5 (Razoável)

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